From Germany

No final dos anos 70 e início dos anos 80, a Alemanha punha as garras de fora mostrando seu poder de fogo para o cenário mundial do heavy metal. Capitaneada principalmente pelo Scorpions e depois Accept, 2 das melhores bandas em todos os estilos de rock produzidos na Alemanha até hoje.
Mas eu vou ater-me nesse momento apenas ao Accept porque foi uma das bandas emblemáticas da década de 80, e também por ser fã de carteirinha.
Quando ouvi pela primeira vez, foi como um soco no peito. Ninguém esperava que o metal se tornasse mais forte daquela forma. Guitarras em duo marcantes, bases compactas e solos melódicos sensacionais. Até então, o máximo que poderíamos querer em se tratando de voz rasgada, aguda e agressiva no rock ficava a cargo da banda AC/DC com o seu novo vocalista Brian Johnson à época. Mas aí apareceu o baixinho alemão invocado, misto de duende, anão e ogro, se é que isso pode existir, Udo Dirkschneider, cantando com uma voz extremamente agressiva.
O Accept contribuiu para delinear o som do heavy, speed e até do power/thrash metal dos anos vindouros. Principalmente depois de lançar o quarto disco Restless and Wild em 82, com seu hino Fast as a Shark, tão rápido quanto qualquer banda thrash podia ser. Esse disco é considerado por muitos o melhor e, sem dúvida, é um clássico do metal oitentista. Antes disso, o Accept tinha lançado Accept (79), I’m a Rebel (80) e Breaker (81). Já em 83 veio o disco que os consagrou: Balls to the Wall. Depois mais um petardo de 85, o Metal Heart foi produzido por Dieter Dierks, já bastante conhecido pelo seu trabalho com o Scorpions. O disco é magistral e como única ressalva, se é que podemos achar isso, algumas músicas lembram por demais o Scorpions. Sem desmerecer uma nem outra das duas. Ainda veio Russian Roulette (87) e aí Udo sai da banda pra iniciar a carreira solo. Seu primeiro álbum solo foi composto totalmente pelos seus companheiros de Accept pra ele. Depois os percalços começaram. O disco com o novo vocal David Reece foi ruim e a banda sofreu com alguns problemas de saúde do batera Stefan Kaufmann. Só tinham uma coisa a fazer. Parar.
Eis então que entre 92 e 96 Udo retorna e eles lançam 3 bons discos: Objection Overruled (93), Death Row (94) e Predator (96).

Mais um hiato na carreira do Accept e em 2009, voltam com o vocalista Mark Tornillo (ex-TT Quick), Wolf Hoffmann e Herman Frank (guitarras) o mesmo duo de guitarras do Restless e do Balls, Peter Baltes (baixo) e Stefan Schwarzmann (bateria). O disco sai em seguida, chamado Blood of the Nations (2010), produzido pela mago Andy Sneap.
Um disco muito bom, fazendo o Accept atingir níveis ainda não alcançados de popularidade e saindo em uma tour, cruzando 65 mil kms e tocando pra mais de 450 mil fãs por todo o mundo, inclusive o Brasil.Em 2012 o Accept se prepara para lançar um novo disco, com produção de Andy Sneap (again). É, em time que tá ganhando não se mexe.

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