Moebius

O mundo da arte perdeu uma figura ímpar, um verdadeiro gênio dos quadrinhos. Jean Giraud, mais conhecido como Moebius faleceu hoje de câncer em Paris aos 73 anos.
Ele começou cedo, aos 18 anos, trabalhando para a revista Far West que lançou seu Frank et Jeremie. Em 61 foi aprendiz de Jijé, um dos grandes nomes dos quadrinhos na Europa.
Foi um dos fundadores, junto com Jean-Pierre Dionnet, Philippe Druillet e Bernard Farkas, da revista Metal Hurlant em 1974, lançada mundialmente com o nome Heavy Metal, que se tornou uma referência mundial para as HQs futuras. Uma das maiores e melhores revistas já lançadas que também virou filme em 1981. Também desenhou Batman e Super-Homen e colaborou com a Marvel em Homem de Ferro e diversos outros títulos. Lançou junto com Stan Lee, num dos maiores encontros da história das HQs, o Surfista Prateado, edição especial lançada em 1988.

Dono de um estilo único e inconfundível ele transitava com inigualável fluência entre ficção científica, faroeste, fantasia e super heróis. Influenciou uma enorme geração de artistas talentosos em todo o mundo.
Contribuiu com o cinema, desenvolvendo conceitosvisuais e designs em filmes com Alien, O Quinto Elemento do compatriota Luc Besson, Tron (o original de 1982), Willow, O Segredo do Abismo, Duna e muitos outros. George Lucas foi um dos que usou o trabalho conceitual de Moebius na saga Guerra nas Estrelas: Star Wars Episode V: The Empire Strikes Back.
Assim perdemos mas um grande mestre e o mundo fica menos criativo, mas sua obra fica e tem uma larga coleção lançada no Brasil como: O Homem é Bom?; A Garagem Hermética; Arzach; Absoluten Calfetrail & Outras Histórias; O Incal e tantos outros. Alguns deles sendo lançados atualmente pela editora Nemo.

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Meu

Um destino sopra-me uma direção oculta,
Desfalece e sepulta… Sortilégios.
Servinílica palavra, entristece,
Emudece, umedece.
Alma minha que mistério és?!
Sonhos e critérios, decisões em silêncios,
Silêncios de seduções.
Pares quase imperfeitos.
Vencida quando vence,
Em lágrimas sangradas de minutos vazios
Percussivas vibrações,
Solidão que tanto enforca como edifica.
Tal qual fórmula empírica, onírica,
Irradia anseios e soluções. Medos e tesão.
Mistério meu, vagueia embriagado,
Embravecido e adocicado.
Adonisando-me uma distância,
Branda, em celebrações e serpentinas.
Cristalinas cativantes galgando, insinuantes.
Argamassando em colméias quase secretas
Esse meu desencanto,
Essa inibição que enrubesce.
Sinfonia em tom menor
Prioriza em tablóides leves ditaduras
Ao meu canto impõem, expõem e forçam
Pequenos choque lúdicos, coração e morte.
Alma frágil e forte!
Esse meu mistério porte.